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Prefeitura de Tarrafas

Histórico

1840

A formação do Povoado

As terras da fazenda Aroeiras em meados do Século XIX, pertenciam a dona Tereza Moreira. O alpendre da casa grande era ocupado, constantemente, por tropeiros que descansavam, pois a fazendeira oferecia alimentos e pastagens para os animais gratuitamente.

Com o passar do tempo, no local já funcionava um entreposto de mercadorias. Os tropeiros que desciam pela ribeira do Urucu se encontravam com os que vinham pela ribeira dos Bastiões.

Crescia o número de tropeiros e sentindo que não era mais possível alojá-los de uma só vez nos alpendres, resolveu a fazendeira fazer doações de terrenos para construção de casas. Surgiram as primeiras edificações e muitos destes tropeiros resolveram trazer a família para habitar no novo povoado.

Antes do ano de 1.840, pescando no Rio Bastiões, um tropeiro perdeu a sua tarrafa. Na época, o fato foi bem divulgado. Portanto, por volta de 1.853, Dona Tereza Moreira mudou o nome de sua fazenda de Aroeiras para Tarrafas.

1919

Primeira Capela

Aconselhada pelo Padre José de Sousa, a fazendeira Teresa Moreira construiu uma pequena capela que servia ao culto religioso e também de cemitério. Nela foram sepultados os mortos do povoado até 1.898, com a construção do Cemitério que ainda existe.

A Igreja teve como padroeira Nossa Senhora das Dores. Com a reforma da Capela no ano de 1919, a padroeira passou a ser Nossa Senhora das Angústias. Atualmente, estima-se que 85% da população seja católica.

Em 1.910, um rapaz conhecido por Candoia que ia tentar a sorte na Amazônia, trabalhando nos seringais nos tempos áureos da borracha, ao passar por Tarrafas fez uma promessa: se fosse bem sucedido, ao voltar, mandaria construir uma nova capela. Chegando a Fortaleza, antes de embarcar no navio, comprou um bilhete de loteria e foi o ganhador do prêmio no valor de onze contos de réis.

Não mais seguiu viagem, como também não esqueceu da promessa. Demoliu a antiga capelinha de taipa e construiu no mesmo local uma outra de alvenaria. Gastou um conto e duzentos réis.

Até 1.919, a padroeira de Tarrafas foi Nossa Senhora das Dores. No ano anterior, houve uma campanha para aquisição de um vulto maior da Santa. Mandaram comprar em Fortaleza. O caixote com a imagem, veio no trem até Iguatu e seguiu em lombo de burro até o destino final. Quando a embalagem foi aberta, causou enorme espanto. O vulto não era de Nossa Senhora das Dores e sim, de uma santa desconhecida.

Mandaram um portador chamar imediatamente o Padre Emílio Leite Álvares Cabral, vigário da Paróquia de Assaré, a quem Tarrafas estava ligada. Ao chegar, o padre conheceu. Não era mesmo Nossa Senhora das Dores e sim: Nossa Senhora das Angústias. Muitos fiéis ficaram frustrados. Mas o padre Emílio lembrou que voltar com a imagem era uma tarefa dolorosa e demorada.

Pediu que aceitassem a Santa, que reconhecia não ser uma identidade comum da Mãe de Cristo, mas que era também Nossa Senhora e até padroeira da cidade de Granada, na Espanha. Ela apareceu na catedral daquela cidade, milagrosamente. Resolveram então aceita-la e naquele mesmo ano, mesmo de seca, celebraram a festa da nova padroeira que é no dia 15 de agosto.

1920

A Criação da Vila

A elevação à categoria de Vila provêm de Ato Governamental do dia 7 de junho de 1920.

1945

Criação do Distrito

No ano de 1.920, o povoado contava com duas ruas. Na zona rural cresciam as áreas de plantios e de pastagens para os rebanhos bovinos. Na ribeirinha do riacho do Urucu as terras baixas eram cobertas pelos canaviais. Os engenhos trabalhavam, ininterruptamente, durante os seis meses da seca. Diariamente, partia as tropas de burros, escoando a produção da rapadura para as cidades da região centro-sul. O gado de corte descia em boiadas para o mercado consumidor da região do Cariri.

Com o potencial econômico vindo das terras agricultáveis, principalmente nas margens dos rios Bastiões, Felipe e Urucu, crescia o poder político. Os fazendeiros mostravam força nas urnas. Nas eleições de 1.9l8, o fazendeiro Antonio Alves, do Sítio Timbauba, entrou em Assaré à frente de duzentos eleitores, demonstrando força das comunidades ribeirinhas do rio Bastiões.

Outros nomes que se destacavam na época, foram dos fazendeiros José Cândido, Francisco Alves de Vasconcelos e José Pereira Leite. Organizados, pressionaram os poderes do Município e conseguiram a elevação do povoado a distrito no ano de 1.920.

Com a queda do estado novo em 1.945, veio a redemocratização com eleições gerais no ano seguinte. Tarrafas elegeu o seu primeiro vereador: Antônio Alves de Vasconcelos. Com a criação dos partidos, o Distrito praticamente dividiu-se entre o Partido Social Democrático - PSD e União Democrática Nacional - UDN.

1963

A Emancipação

A primeira emancipação de Tarrafas aconteceu no ano de 1.963. O então deputado estadual Erasmo Rodovalho de Alencar, que pertencia ao Partido Trabalhista Brasileiro - PTB, fez uma aliança com as lideranças da UDN local e conseguiu a emancipação. O feito foi de grande aceitação popular, festejado com unanimidade partidária.

No início de l.964, foram criados os diretórios da UDN e do PSD. A partir de então, as eleições municipais tomavam corpo. A UDN, coligada com o PTB, lançaram para concorrer à Prefeitura, o nome do agricultor Antônio Pereira, do sítio Barra do Urucu.

Enquanto o PSD lançava o nome de Antônio Saturnino do Prado, que já cumpria o quarto mandato de vereador.

No entanto, o sonho da emancipação foi frustrado pela ditadura que se implantou no País a partir de abril de 64. O ditador Humberto de Alencar Castelo Branco em seus famosos atos institucionais, derrubou todos os municípios emancipados.

A emancipação definitiva veio somente no dia 21 de outubro de 1.987. Em 15 de novembro de 1.988 foram eleitos o prefeito, o vice-prefeito e os nove vereadores. O município foi instalado no dia 1° de janeiro de 1.989.


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